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| 12/02/2007 |
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| Professor destaca participação da sociedade e transparência |
O professor e coordenador do curso de MBA em Logística Empresarial da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Jamil Moysés Filho, considera que a criação do Comitê de Logística da Codesp vai "na direção certa" da chamada gestão profissional em empresas públicas. Ainda de acordo com o acadêmico, a iniciativa é especialmente bem-vinda porque permite a participação da sociedade na medida em que a Imprensa, por exemplo, pode participar dos encontros.
"É uma ferramenta das gestões públicas modernas. Vejo com muito bons olhos a criação de comitês, porque, de um modo geral, reúne as pessoas das diversas áreas de dentro do porto, da sociedade. As pessoas de dentro de uma organização, com o tempo, precisam de olhares externos e num país cada vez mais democrático, um gestor público tem de ter equilíbrio para trabalhar com qualidade", avaliou Moysés Filho.
Para o professor, um dos principais benefícios do Comitê é que, ao tornar públicas as ações da Codesp, é possível verificar se a diretoria está cumprindo as medidas acertadas no fórum, o que permite uma avaliação da sociedade sobre a condução do da gestão do porto.
Pauta
De acordo com o professor Jamil Moysés Filho, depois de definidas ações para solucionar os gargalos viários dentro do porto, o Comitê poderia se debruçar sobre temas como a construção do Rodoanel, o anel viário que irá circundar a Região Metropolitana de São Paulo e, com isso, retirar o intenso tráfego de carretas da malha urbana da Capital.
O professor também citou a necessidade de se discutir a realização da dragagem de aprofundamento no porto, dotando a via aquaviária de um calado superior aos 14 metros originais, e o equacionamento de problemas no modal ferroviário.
"Temos de transformar o País numa plataforma logística. Hoje o nosso custo logístico representa mais ou menos 20% do PIB (Produto Interno Bruto). Nos Estados Unidos, esse índice fica em torno de 8% a 10%. Temos de fazer um esforço junto aos portos, às estradas, às aduanas, no sentido de conseguirmos no horizonte dos próximos cinco anos reduzir esse montante", destacou Moysés Filho.
Ainda segundo o professor, "o Estado tem de ser um operador logístico", deixando as empresas cada vez mais tranquilas para investirem e crescerem.
Fonte:
A Tribuna - 23 de Janeiro de 2007. |
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